Conheça tudo sobre automação industrial através dos melhores artigos técnicos, apostilas e tutoriais online. Encontre vagas em automação industrial.

Maturidade em Automação Industrial

Temos um cenário (…). A sua planta produtiva tem diversos sensores e controladores, mas parece que não gera Valor na produção industrial, isto é, o que foi investido não muda o status da produção. Foram feitos na planta diversos investimentos em automação industrial ao longo de um tempo, porém a tecnologia não para de evoluir, em que status atual você está e qual o grau de maturidade tecnológica e de processos a automação está.

Maturidade em Automação Industrial: Avaliação Quantitativa e Qualitativa do Nível de Automação Industrial de uma Planta

Como é o Plano Estratégico de Automação Industrial de sua planta, está alinhado a uma visão de futuro da tecnologia ou até mesmo do setor em que atua?

Essas perguntas acima são comuns em discussões sobre investimentos em automação industrial, queremos aqui neste texto traçar algumas diretrizes de estudos de tecnologia e maturidade tecnológica aplicado em plantas industriais, com principal objetivo de orientar investimentos na área de automação.

Traçando uma evolução ao longo da história, a tecnologia da automação industrial tinha o foco no controle operacional, hoje dá lugar a informática industrial e a gestão da produção, sendo os novos pilares da tecnologia.

Nos processos, antes eram manuais, não havia informações e os mesmos não era padronizados, hoje temos processos informatizados, com procedimentos padrões e podem ser emulados na operação.

E quanto às pessoas, estes profissionais não tinham formação e quando tinham conhecimentos era a figura do ofício, além de não enxergar o negócio como um todo, hoje, demanda um profissional qualificado, que conhece o processo produtivo que opera e tem uma visão do negócio da empresa está trabalhando.

Na mudança destes paradigmas, tecnologia, processos e pessoas, a automação industrial passa a lidar com alguns desafios, que são:

  • Segurança operacional
  • Eficiência produtiva
  • Facilidade de manutenção
  • Alta disponibilidade
  • Custo de propriedade

Para que uma planta possa atender estas nuances e novas demandas, um estudo ordenado e qualificado da planta se faz necessários, este estudo nada mais é que um levantamento, análise e modelagem, com quantificação e qualificação das dimensões de automação de uma planta.

Baseado no tripé, tecnologia, processos e pessoas, referenciam-se a segurança, operação, manutenção e gestão da planta, dando indicadores capazes de traçar pontos de melhoria e implantação de elementos nos projetos de automação industrial, essa análise qualifica estas dimensões.

No âmbito maturidade, que indica como a relação tecnologia e processos são tratados na planta, pode-se obter através de um modelo, um índice que permite desenhar objetivos de melhoria na automação, estes índices são:

  1. Grau Inicial
  2. Grau Gerenciado
  3. Grau Definido
  4. Grau Quantitativamente Gerenciado
  5. Grau de Otimização

Para efetuar um estudo de planta, onde levantamos dados quantitativos, qualitativos e de maturidade, segue um roteiro que segue abaixo:

  1. Análise de documentação
  2. Auto-avaliação (cliente)
  3. Cronograma de atividades
  4. Análise de Arquiteturas e Fluxogramas
  5. Levantamento de dados em Campo
  6. Análise Tecnológica da Planta
  7. Análise de Maturidade da Automação
  8. Análise de Impacto baseado em Práticas e Mercado
  9. Lista de Melhorias e Implantações
  10. Análise de Benchmarking
  11. Check List para PDA
  12. Apresentação do Projeto

Em relação aos benefícios de se fazer um estudo de maturidade, podemos descrever conforme abaixo:

  • Entender as tendências de tecnologia, métodos e pessoas no controle operacional.
  • Priorizar investimentos com base nas necessidades e impactos na planta.
  • Estruturar uma documentação com diretrizes de contratação.

Dentro de uma planta produtiva, no que se refere à automação industrial, segue abaixo a lista dos elementos que são estudados para que permita tais benefícios:

  • Instrumentação do Processo
  • Componentes Elétricos (CCM)
  • Sistema de Controle (PLC/DCS)
  • Malhas de Controle
  • Sistemas Supervisório / Operação
  • Gestão da Produção
  • Segurança
  • Manutenção
  • TI Industrial
  • Elétrica
  • Processos
  • Pessoas (Operação / Manutenção)
  • Tecnologia de Futuro

Após o trabalho de quantificação, qualificação e maturidade da planta, segue abaixo as entregas do estudo:

  • Documento que indica o status atual da planta com indicadores quantitativos e qualitativos;
  • Descrição de diretrizes individuais de oportunidades de melhorias e implantações de acordo com tecnologia e maturidade;
  • O estudo acima permite a elaboração de uma ET (Especificação Técnica) para contratação de um PDA (Plano Diretor de Automação).

O estudo descrito neste texto é só uma pequena parte da proposta de elevar o grau de tecnologia e maturidade da planta, ele direciona os elementos para elaboração de um PDA (Plano Diretor de Automação) até a implantação do mesmo.

Uma das grandes questões em relação à elaboração de um PDA está justamente nas diretrizes, isto é, caminhos que serão seguidos para gerar documentações de uma engenharia básica, este estudo permite inclusive fazer a priorização destes investimentos.

Os estudos de maturidade em automação são uma tendência e podemos eleger os direcionadores que demandam o mercado:

  • Automação industrial TA + TI estratégica
  • Investimentos em automação a partir de diretrizes
  • Automação é orientada por boas práticas de mercado

Concluímos que limitações de capital, retorno sobre investimentos, mudanças tecnológicas e um novo perfil de operador, demandam o estudo de maturidade, onde permite direcionar investimentos para maximização de capital na área de automação industrial.

[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=KkYXDBHd6vI]

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

3 Comentários
  1. Vagner Sanches Vasconcelos Diz

    Márcio, parabéns pelo excelente artigo, esse assunto é muito relevante.

    Se entendi corretamente, na sua visão, a maturidade em automação industrial da organização direcionará a elaboração do PDA e os investimentos de capital em Automação. É isso mesmo ?

    Li em um outro trabalho que o PDA (ou PDIA – I de Informática) é: “um conjunto de conhecimentos e boas práticas para dar diretrizes a investimentos de automação e sistemas de gestão para organizações industriais […]. Tem como função combater as ilhas de informação atuais ou futuras por falta de planejamento a curto,médio e longo prazos. Coghi (2013, p. 1).

    O investimento de capital em automação não deveria estar associado ao atingimento de algum objetivo estratégico do negócio ? Por que a maturidade ?

    Referência: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000909243

    Abraços,

    1. Marcio Venturelli Diz

      Olá Vager, desculpe pela demora na resposta. O trabalho do Coghi é excelente e muito rico. A maturidade em automação industrial é derivada da convergência da maturidade em TI que já é muito utilizada neste campo. A grande questão acerca da maturidade em automação industrial é, se você quer um PDA por onde começar? Um PDA é um plano, que te coloca com uma visão de um ponto A para um ponto B, mas o que está ocorrendo é que a grande maioria das plantas não sabem onde está este ponto A e a maturidade entra ai. Para também chegar a um ponto B, o atingimento de metas estratégicas realmente são as diretrizes, porém as dimensões para automação passam por muitos pesos, exemplo,impactos na produção, impactos de mão de obra, impactos de segurança, impactos no custo, impactos no processo, impactos sobre disponibilidade, essa é a idéia. Um conjunto de estudo que darão estas diretrizes, para ai sim, escrever um escopo para elaboração de um PDA. O interessante de aplicar conceito de maturidade é entender que com a convergência de TA com TI herdamos a importância de entendermos a tecnologia de forma muito volátil e temos que ter foco em um conjunto de pequenos ganhos, isto porque não é mais real fazer um PDA para 5 anos, como enxergar hoje, caminhando para a Indústria 4.0, planejar ações com tecnologias que ainda nem são existentes… mas que neste tempo seguramente estarão em nossas plantas. Obrigado.

      1. Vagner Sanches Vasconcelos Diz

        Marcio,
        Obrigado pela resposta.

        Entendi.
        Só não vejo a TI assim tão madura. Muitos profissionais dessa área veem a TI como o fim (core), sendo que, na minha visão, ela é um dos meios para se atingir os objetivos do negócio; a automação industrial também é um outro meio (também não é o fim). O foco é o negócio.
        Gosto do termo TI Estratégica, acho que deveríamos usar também TA Estratégica e sem dúvida um PDA é fundamental para a automação contribuir para a estratégia da corporação.

        Parabéns novamente.

        Abraços,
        Vagner