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AGI investe em automação de fábricas de ração no Brasil

Equipe de RedaçãoPor Equipe de Redação26/07/2026
AGI investe em automação de fábricas de ração no Brasil
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A indústria brasileira de ração animal deve produzir 97 milhões de toneladas em 2026, segundo projeção do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). Nesse cenário de expansão, a AGI, fabricante canadense de equipamentos para grãos e ração, amplia projetos de automação voltados a fábricas do setor no país.

Segundo a companhia, tem crescido a procura por projetos de fábricas totalmente conectadas, com sistemas que integram desde o recebimento da matéria-prima até a expedição do produto final. Para a AGI, o setor entrou em uma fase na qual tecnologia e engenharia operam como fatores decisivos de competitividade.

“A indústria de nutrição animal deixou de competir apenas por escala e passou a competir por inteligência operacional”, afirma Robson Engers, diretor sênior de Operações Brasil e América Latina da AGI. Segundo ele, a demanda tem se concentrado em projetos que conectam diferentes etapas produtivas, ampliando o controle de qualidade e a consistência dos processos.

Custo da ração pressiona margens do setor

Segundo indicadores da Embrapa Suínos e Aves, a ração responde por 70% a 80% do custo total de produção em diferentes cadeias animais. É por isso que a redução de desperdício e a precisão na formulação viraram prioridade financeira, além de tecnológica, para preservar margem.

A leitura da AGI conversa com a trajetória recente do setor. Segundo o Sindirações, a produção nacional de ração e suplementos somou cerca de 94 milhões de toneladas em 2025, alta de mais de 3% sobre as 91 milhões registradas em 2024. Para 2026, a entidade projeta os 97 milhões de toneladas citados no início desta matéria.

A avicultura segue como maior consumidora individual de ração: o volume destinado ao segmento passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025, com expectativa de 39,1 milhões neste ano. Já a ração para confinamento bovino avançou 7,5% em 2025, de 7,22 milhões para 7,76 milhões de toneladas, acompanhando o salto de 16% no número de animais confinados, que passou de 7,96 milhões para 9,25 milhões de cabeças, segundo o Cepea/Esalq-USP. O apetite por proteína animal sustenta esse ritmo.

AGI já investe em automação no Brasil

A movimentação em fábricas de ração se soma a outro investimento recente da AGI no país. Em junho, a companhia destinou R$ 15 milhões a um centro tecnológico para produzir localmente o BinManager, sistema de automação e monitoramento digital para silos, com foco no controle de temperatura e umidade dos grãos armazenados. O aporte pertence a um segmento distinto do de rações, mas indica um padrão de investimento em tecnologia própria adaptada ao clima e à infraestrutura industrial brasileira.

O Brasil pesa nessa estratégia. Segundo Robson Engers, em entrevista ao portal AgFeed, o país respondeu por 30% a 40% do faturamento global da AGI nos últimos anos. Em 2025, o faturamento mundial da companhia ficou pouco acima de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5 bilhões pela cotação da época, alta de apenas 1% ante 2024, enquanto a operação brasileira cresceu 20% no mesmo período. A empresa fabrica equipamentos no país em uma unidade em Cândido Mota, no interior paulista.

A AGI também associa a automação a exigências crescentes de rastreabilidade impostas por mercados importadores da proteína animal brasileira. “A rastreabilidade tornou-se um elemento central da confiança comercial. Os clientes buscam tecnologias que garantam controle, transparência e capacidade de resposta rápida diante de auditorias e exigências regulatórias”, diz Engers.

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