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Pré-sal deve criar 46 mil vagas até 2015

O “Mapa do Trabalho Industrial” elaborado pelo Senai e divulgado nesta semana aponta uma estimativa de geração de 46 mil vagas no setor de petróleo e gás com a exploração dos campos do pré-sal até o ano de 2015 em todo o país. Desse total, mais de 33 mil serão direcionadas para profissionais de nível técnico e as demais para aqueles que possuem nível superior.

Vagas no pré-sal na área de Petróleo

De acordo com o estudo realizado pelo Senai, cerca de 60% das oportunidades estarão voltadas para processos industriais com vagas que exigirão formação específica dentro das necessidades da cadeia produtiva do petróleo.

Entre as vagas disponíveis para profissionais com formação técnica estão: soldador de tubulação (inclusive subaquático), técnico petroquímico, encanador industrial, encanador industrial, desenhista técnico da mecânica, técnico em segurança do trabalho, entre outras.

Para o nível superior, segundo análises de mercado, a área de tecnologia deve dominar 70% das vagas, mas outras especialidades também estarão disponíveis com alta remuneração. O salário pode ultrapassar a marca de R$ 10 mil por mês dependendo da função e da região. O material publicado pelo Senai aponta, por exemplo, que um supervisor de equipes de mineração recebe cerca de R$ 11 mil em cidades como o Rio de Janeiro. A Petrobras é uma das empresas que mais contratam neste segmento.

A alta demanda por trabalhadores nas funções industriais pode ser explicada pela complexidade de alguns equipamentos como as sondas de perfuração que necessitam de até 200 profissionais qualificados para serem manuseadas. Além das sondas, plataformas e navios serão responsáveis por mais de 12 mil vagas do total previsto.

O diretor geral do Senai, Rafael Lucchesi, prevê que a demanda por profissionais qualificados deve ser ampliada nos próximos anos, assim que as novas plantas estiverem em produção. “Grande parte das obras para o pré-sal ficará pronta a médio e longo prazos”, explica Lucchesi. Porém, segundo o executivo, a urgência de contratação de profissionais é alta neste momento, pois o setor vive um período de aquecimento pelo início da exploração dos campos.

O Sinaval, Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore, calcula que 390 obras estão em andamento ou em fase de planejamento. O sindicato estima que R$ 150 bilhões serão investidos no setor para a compra de sondas, petroleiros e navios de apoio.

De olho nessa demanda, o Senai lançará no próximo ano novos cursos de especialização em construção naval. Pintura, mecânica, eletrônica e mecatrônica estão entre as áreas que serão atendidas pela instituição que deseja expandir a formação dos profissionais, disseminando o conhecimento a cerca das novas tecnologias que serão utilizadas na exploração do pré-sal.

A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), presente no Brasil há 27 anos, com escritórios em diversos países, anunciou que investirá R$ 10 milhões em quatro unidades do Senai. Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul receberão equipamentos de ponta para a capacitação de professores que serão responsáveis pelo treinamento da mão de obra que atuará em quatro estaleiros japoneses que estão em fase de instalação no Brasil: Ishikawajima-Harima Heavy Industries, Kawasaky Heavy Industries, Mitsubishi Heavy Industry e Japan Maritime United.

De acordo com representantes da Jica, o Brasil já é um país exportador de petróleo mas, com a exploração desse reservatório, estima-se que se torne um dos maiores produtores do mundo.