A Schneider Electric informou que sua fábrica localizada em Wuhan, na China, foi reconhecida pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) como uma Global Lighthouse for Talent, uma categoria recentemente criada dentro da Global Lighthouse Network. Segundo a companhia, apenas três unidades industriais em todo o mundo receberam essa designação.
A Global Lighthouse Network é uma iniciativa do Fórum Econômico Mundial que reúne operações industriais e cadeias de valor consideradas referências em áreas como produtividade, resiliência da cadeia de suprimentos, centralidade no cliente, sustentabilidade e gestão de talentos.
A rede foi cofundada com a McKinsey & Company e conta com um conselho consultivo formado por lideranças da indústria global.
De acordo com a descrição do WEF, a categoria Talent reconhece unidades operacionais que apresentam impacto relevante sobre a força de trabalho por meio de práticas ligadas ao desenho do trabalho, segurança, planejamento, atração, integração, desenvolvimento e efetividade de talentos.
No caso da Schneider Electric, a fábrica de Wuhan é o nono site da empresa a integrar a rede Global Lighthouse e o primeiro a receber especificamente o reconhecimento na categoria Talent.
A unidade atua como um hub estratégico da cadeia de suprimentos da empresa na China e passou, nos últimos anos, por um processo de expansão e digitalização. Segundo os dados divulgados, o nível de automação da fábrica aumentou 55% em cinco anos, enquanto o portfólio de produtos cresceu 239% no mesmo período.
Esse movimento trouxe desafios relacionados à qualificação da mão de obra, à integração de novos colaboradores e à retenção de técnicos especializados.
Para lidar com esse cenário, a empresa implementou um modelo de força de trabalho descrito como centrado nas pessoas e orientado ao futuro. Entre as iniciativas adotadas estão parcerias com 11 escolas técnicas para programas de aprendizagem digital, laboratórios de inteligência artificial e concessão de bolsas de estudo, com o objetivo de formar um pipeline contínuo de competências.
A gestão de competências passou a utilizar sistemas baseados em inteligência artificial para identificar lacunas, direcionar treinamentos personalizados e apoiar trilhas de carreira associadas à remuneração por habilidades.
Ainda segundo as informações apresentadas, essas medidas elevaram a prontidão da força de trabalho de 20% para 76%, com 56% dos colaboradores requalificados. A fábrica também adotou práticas de programação de tarefas focadas nas pessoas, o que resultou na redução de horas extras e em melhorias no desempenho de entrega. Na área de manutenção, o uso de ferramentas de IA generativa para suporte técnico e mentoria contribuiu para a diminuição da rotatividade de técnicos de 48% para 6%.
Outro ponto destacado foi a aceleração no processo de introdução de novos produtos. A automatização de tarefas repetitivas teria permitido que engenheiros se concentrassem em atividades de maior valor agregado, reduzindo o ciclo de lançamento em 66,7% e o lead time de introdução de novos produtos de 36 para 12 meses.
Em nota, Mourad Tamoud, diretor global de Supply Chain da Schneider Electric, afirmou que a transformação industrial envolve tanto tecnologia quanto pessoas.
Já Kiva Allgood, diretora-executiva do Fórum Econômico Mundial, destacou que a competitividade industrial atual está associada à capacidade de adaptação e resposta rápida das operações, com resiliência e sustentabilidade integradas aos processos.

