A Maromba Papéis informou ter reduzido em 35% o consumo de energia elétrica dos equipamentos da linha de preparo de massa em sua unidade de embalagens localizada em Curitibanos.
O resultado decorre de um projeto de modernização industrial que combinou automação de processos, eletrificação e digitalização.
Segundo a empresa, a iniciativa envolveu a implantação de novos sistemas para automatizar o preparo de pasta de celulose, permitindo adequar o consumo de energia à demanda real de motores e demais equipamentos eletromecânicos da linha.
O projeto foi concebido, implementado e comissionado pela SR Automação, com soluções tecnológicas fornecidas pela ABB, que detalhou o caso em seu site institucional.
Entre os equipamentos empregados estão controladores lógicos programáveis (CLP) ABB AC500 V3 PM5630, interface homem-máquina (IHM) PRO CP6610, painéis elétricos System Pro E Power e 19 inversores de frequência (11 do modelo ACS580 e oito do ACS380).
De acordo com as empresas envolvidas, os inversores tiveram papel central na economia ao ajustar velocidade e torque conforme a necessidade das aplicações.
Para a SR Automação, os estudos iniciais indicaram que os inversores de frequência concentravam o maior potencial de redução de consumo, além de contribuírem para a segurança e a continuidade operacional do processo.
Já a Maromba Papéis afirma que a economia energética se traduziu em uma redução anual de cerca de R$ 200 mil na conta de energia elétrica, além de ganhos em confiabilidade, diminuição de falhas e otimização dos processos produtivos.
A unidade de Curitibanos produz aproximadamente oito mil toneladas por ano de embalagens descartáveis de papelão do tipo Paraná, fabricadas a partir de fibras virgens de madeira reflorestada e de fibras recicladas. A produção é destinada ao mercado nacional, com distribuição em diferentes regiões do país.
Representantes da ABB destacaram que o projeto se insere na estratégia da empresa de ampliar a presença de suas tecnologias no setor de papel e celulose, apontado como relevante tanto pelo peso econômico quanto pelo potencial de avanços em eficiência energética e sustentabilidade.

