A tecnologia ignora a crise: A Automação Industrial provocando a 4ª Revolução Industrial

Mais uma vez estamos envoltos em crise, como tantas, no mundo, no Brasil, em nossa região (o setor sucroenergético então um caso à parte), o tempo passa e o discurso é o mesmo, vai passar, não será a primeira e não será a última, estas coisas. É interessante observar que a crise é fato, na prática ela provoca o desaquecimento econômico no dia a dia das pessoas, das empresas, um pessimismo generalizado do empresariado, sem entrar no mérito do que é ou não realidade, se está inflado ou subestimado, mas a atmosfera é verdadeira.

A tecnologia ignora a crise: A Automação Industrial provocando a 4ª Revolução Industrial

Quando o assunto é produtividade industrial nem se fala, cada mês que passa a produtividade diminui, na verdade a produção, sinais de estagnação, saturação pela falta de liquidez de quem compra, endividamento mesmo, não tem milagre, ou a economia prospera, distribui renda ou para, aconteceu e ficamos lamentando isso todo dia, não vamos discorrer sobre a postura política, senão não vamos concluir o texto.

Voltando a produtividade, cada vez temos mais emprego, é o que o IBGE diz, tem muitos indicadores por aqui dizendo que vivemos quase um pleno emprego, seria uma felicidade se nossa produção tivesse excedente, com custos baixos e ainda arriscar uma boa dose de exportação de produtos de alto valor agregado, porque não?

Mas não, não conseguimos, no mundo industrial não tem como, temos que ter escala, baixo custo, alta qualidade, alta produtividade e inovação, gerando demanda para grandes mercados e com ciclos regulares, ou pelo menos com baixa variabilidade.

Falamos tudo isso porque estamos vivendo no mundo a chamada 4ª Revolução Industrial, provoca na prática pela Automação Industrial, também conhecida como a Industria 4.0,  a barreira desta 4ª revolução é a convergência da Internet como nós conhecemos na indústria, isso mesmo, conectar todas a máquinas, equipamentos, sistemas, cadeia de fornecimento, através de uma tecnologia chamada Internet das Coisas (IoT) num grande banco de dados chamado Big Data, com objetivo final, tomar decisões em tempo real, conectar o consumidor, a indústria e setor de pesquisa, diminuído custos, acelerando processos e diminuindo a variabilidade do negócio.

Esta tecnologia, que é um conceito revolucionário, não está “vendo” esta crise, considerando que nosso mundo é horizontal, seremos mais cedo ou tarde impactados por isso, em Amberg na Alemanha já temos a fábrica da Siemens que é o ícone desta revolução, e nós ainda no Brasil estamos discutindo como fazer reforma fiscal para sermos mais competitivos, estas máquinas já estão conectadas em rede, trocando informações em tempo real, com pessoas, com centros de pesquisa, com o mercado.

Há crise sim, dói em nosso bolso, frustra nossas expectativas, mas se não melhorarmos urgentemente nosso sistema de ensino e tivermos um projeto de educação de pessoas, seremos eternamente o país do futuro, que na verdade esse futuro não existe mais, ele já é o presente e já tá ficando no passado.

Essa tecnologia é indiferente aos governos, aos planos econômicos, ela é moldada na inovação, nos cérebros de profissionais altamente capacitados e projetos de nações realmente comprometidas em elevar a produtividade, esta verdadeira, que coloca seus países em condições de gerar riqueza real e olhando o futuro.

Não sabemos como será o futuro, esse é um exercício muito arriscado de prever, mas é fato que silenciosa e indiferentemente a crise, a tecnologia da Automação Industrial mudará o formato da produção industrial global, já está acontecendo, quem se arrisca dizer que já, também, estamos atrasados?

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