Gestão de Pessoas na Produção: O grande desafio da Indústria para aumentar a Produtividade

Olá pessoal do blog Automação Industrial, nesse artigo quero abordar um tema central na indústria. Como engenheiros estamos muito acostumados a tratar com máquinas, computadores, CLP’s e isso tudo é muito confortável, mas o mais complexo e difícil em uma produção industrial, no chão de fábrica, é administrar as pessoas, os operadores que executam a produção.

Gerenciamento de Pessoas e o desafio para aumentar a Produtividade

Uma questão delicada é se a empresa deve ou não ranquear os operadores, ter uma lista dos melhores e piores, e vou me basear no artigo “Should I Rank My Employees?” publicado no “The Wall Street Journal” (artigo original). A gestão de pessoas é a gerência mais complicada quando estamos falando de serviços, sejam eles em uma indústria de manufatura ou em uma empresa genuinamente de serviços.

Como fazer a gestão e ser o mais justo possível?

É isso que vamos analisar. A pessoa mais influente e bem sucedida no mundo no que se refere a gestão de pessoas é Jack Welch, ex-CEO da General Eletric e hoje consultor em gestão de empresas. No artigo mencionado são apresentadas as considerações de Jack Welch a respeito de “ranqueamento” (ou classificação se você preferir) de funcionários e a proposta é: “Classifique seus funcionários pelo menos uma vez por ano e divida em 3 categorias: O 20% melhores (the Top), os 70% intermediários (the Middle) e os últimos 10 % (the Bottom).”

E o que fazer com cada grupo?

“Os 20% melhores devem ser elogiados, acarinhados e receber uma generosa recompensa financeira.” Welch argumenta: “recompensas financeiras para um grupo muito grande é um erro”.

“Os intermediários (70% dos funcionários) devem ser orientados, receber treinamento e definição de metas, com o objetivo de dar-lhes uma oportunidade para melhorar. Mantê-los motivados é a parte mais difícil da tarefa do gerente, ele diz. “Você não quer perder a grande maioria dos seus funcionários – você quer melhorá-los”.

Para os últimos 10% “não tem o que ser feito”, diz Welch. “Eles tem que ser demitidos.”

Alguns críticos, como os professores de Stanford Jeffrey Pfeffer e Robert Sutton, dizem que essa metodologia pode criar uma disputa entre os funcionários para ver quem será beneficiado e quem não será e isso pode prejudicar o trabalho em equipe.

Uma questão muito importante para que isso não aconteça é identificar de forma justa quem são os melhores, os que precisam de investimento e os piores. Quanto mais transparente e independente for essa análise melhor serão os resultados da estratégia.

Uma outra coisa importante conforme o artigo “é que a demissão de funcionários por desempenho é uma coisa difícil para um gerente fazer – difícil porque tem consequências humanas reais, e difícil, porque muitas vezes é uma admissão de fracasso de gestão, particularmente se o empregado é alguém que o gerente contratou . Como resultado, a maioria dos gestores tendem a evitar tais decisões. Não é nada  legal demitir 10 por cento de seus funcionários a cada ano”.

“Se você tem que demitir alguém, a chave para fazer isso relativamente bem não é o que você diz ou faz na última reunião, é o que você tem dito e feito nos meses anteriores.”

Um modo de avaliar com isenção as atividades de funcionários é ter uma ferramenta que permita que o próprio funcionário informe o que está fazendo e quando não puder fazer porque não está fazendo, nem sempre é culpa do funcionário. Uma ferramenta assim permite ser honesto e transparente, se as informações fornecidas estiverem incorretas (o funcionário “puxou demais a sardinha pro seu lado”) isso é possível de ser detectado com base nas análise dos dados.

Ninguém precisa fazer propaganda do trabalho, é só registrar honestamente o que está fazendo.

Difícil mas imprescindível para o aumento da produtividade e aumentar a produtividade hoje é uma questão de vida ou morte para a indústria brasileira.

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Até o próximo artigo!

Me formei em engenharia eletrônica ha mais de 25 anos pela UNIFEI (Universidade Federal de Itajubá) onde também fiz Mestrado em Automação Industrial. Tenho dois livros publicados na área de engenharia de software que são: UML na Prática e Orientação a Objetos na Prática, ambos publicados pela editora Ciência Moderna. Sou diretor da Kite, empresa que desenvolve e comercializa sistemas para a gestão da produção incluindo hardware e software utilizando o que existe de mais atual em tecnologia com rede ZigBee, sistema Web utilizando Java, etc.

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