A era PT na Instrumentação Industrial

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Estamos vivendo uma época bem complicada em relação a política, onde existe uma discussão bem profunda sobre qual sua posição e isso leva a denominação como petralha ou coxinha, mas nessa discussão ninguém comentou sobre a soberania do PT na instrumentação e eu vim aqui levantar esse assunto! Se você acha que vou falar de política, você está enganado, pois o PT que estou me referindo é o Pressure Transmitter, nosso transmissor de pressão! 😉

Crédito da imagem: Canal do Pirula – YouTube

Eu já comentei aqui em outras oportunidades sobre como o ensino técnico de instrumentação industrial já está bem ultrapassado nas melhores escolas técnicas e universidades do país, de fato ainda hoje toda solução ensinada em sala de aula gira em torno dos transmissores de pressão, ignorando todas soluções atuais e com várias vantagens sobre a tradicional solução com transmissor de pressão.

A variável pressão pelo menos no meu caso, foi a primeira variável que eu aprendi na escola técnica, mas no começo eu pensei que ela ficava por ali, onde é muito bem aplicada (medição de pressão).

Mas com o tempo eu aprendi que dava pra colocar pressão para medir outras variáveis como nível e vazão.

Todo meu conhecimento foi em cima dos transmissores de pressão para medir outras variáveis, princípios de medição de nível por radar, ultrassônico ou magnético para medir vazão não foram tão aprofundados e eu fiquei com pressão na cabeça para resolver todos meus problemas no campo.

Quando fui para o mercado de trabalho, fui diretamente atuar fazendo serviços para um grande fabricante e lá eu vi que na verdade já existia outras soluções muito melhores para medição de nível e vazão e que não envolvia pressão! Não me entendam mal, eu não sou contra usar pressão para medir vazão ou nível, mas temos que concordar que existem soluções melhores, isso não quer dizer “baixo custo” mas quer dizer “alta precisão e performance”!

Começando pela medição de nível, ainda vejo uma grande resistência com a medição utilizando radares, conforme eu comentei em outro artigo sobre radares, na maioria das vezes o medidor funcionará com uma simples configuração de empty e full, mas quando essa configuração não é suficiente, o cliente já fica com raiva do transmissor, pois para colocar o instrumento para funcionar, exigirá um conhecimento que não foi ensinado na maioria das formações.

Se compararmos com transmissor de pressão, todos sabem como colocar ele para medir nível, pois esse conhecimento é altamente difundido e não existem dúvidas de como fazer, mas quando falamos de uma tecnologia “atual” a coisa é bem diferente.

O radar oferece muito mais vantagens em cima de um transmissor de pressão, obviamente depende da aplicação (não são todas), mas o radar não sofrerá influência na medição de nível por conta da mudança de densidade, ou na mudança de temperatura, algo que o transmissor de pressão sofre, principalmente quando falamos de aplicação com capilar.

A instalação mecânica é algo que é importante para ambas tecnologias funcionarem de forma adequada, mas o transmissor de pressão pode medir erroneamente com uma instalação mecânica mal feita e essa medição errada, torna-se verdadeira e depois para mudar o conceito que ele sempre mediu errado será muito complicado.

Na medição de vazão algo que gostaria de comentar, é sobre medição de vapor e nela ainda reina o multivariável, o transmissor de pressão dinâmica, estática e com compensação de temperatura.

Primeiramente, não é nem um pouco simples a configuração desses tipos de medidores e na grande maioria, exigem um software diferenciado para acessar 100% das configurações (não é ?!). Outro ponto é utilizar placa de orifício, fala sério né? Só quem já passou pelo trabalho de tirar ela para “calibrar” sabe que já deu; além de toda instalação mecânica e potes de selagem serem pontos de erros na medição.

Uma alternativa melhor e que garante calibração por toda vida é o Vortex, neste caso a tecnologia está tão avançada que o medidor Vortex consegue medir a qualidade do seu vapor e isso representa muito na sua medição, pois pode economizar energia se souber utilizar essa informação de forma adequada (assunto para outro post).

Adivinha só? O Vortex não pede softwares dedicados, além de oferecer medição de massa direta com compensação de pressão e isso quer dizer que se o vapor alterar entre saturado e super aquecido para ele tanto faz, pois dentro do medidor já tem a curva de entalpia, fazendo ele corrigir a medição de forma automática!

Existem outros exemplos sobre a  soberania ainda dos transmissores de pressão, isso tem mudado aos poucos, mas ainda vejo muitos casos onde a tecnologia é predominante, eu até vi em 2016 uma medição de nível por borbulhador, algo que pensei que não existia mais!

Outro exemplo, foi uma concorrência a algum tempo, para medição de consumo de uma fábrica, onde todas medições  (vapor, água, gás etc) tinham como solicitação o princípio de medição por pressão com placa de orifício, pitot etc. Depois de demonstrar vantagens das tecnologias atuais, conseguimos alterar para melhorar a performance da medição, mas nem sempre os clientes estão dispostos a isso.

Logicamente a escolha da tecnologia, dependerá da aplicação e o investimento disponível para colocar um medidor. Deixe seu comentário, um curtir e compartilhe a mensagem.

Forte abraço!

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